o tempo em si

a morte sentada no sofá
do seu portal a olhar
(e pensar…)

para quê tanta pressa?

por que correm se não sabem quando -para cada um – eu vou chegar?

como não veem que

um coração não se conquista com pressa…
confiança não se ganha com pressa…
um filho não se gesta com pressa…

vou continuar aleatoriamente
pinçando crianças e velhos,
pessoas no “ápice da vida” (que tolice)
pra ver se um dia se dão conta que o tempo
em si
nada diz verdadeiramente.



 


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