Pequeno Maurício

 

Ah, pequeno Maurício…
como podias ser mais belo?
Ah, pequeno Maurício,
e eu, tão singelo…

fitava-o de vesgueio, de soslaio
a realidade era tão difícil
não tinha meio,
não tinha atalho.

Apolíneo, de contornos precisos
o sol em cuja volta eu gravitava
fazendo parte do sistema,
tua luz eu invejava.

Mas era artificial:
Tu e teu brilho.
focavas damas fúteis
e costumes inúteis
Ah, era um inferno o teu astral

Pra que, a vida perguntou um dia?

Big-bang!

Minha alma em festa explodia!

outro sistema criado:
o universo Meu
que astronomia ou psicologia
podem até ligar com o teu.

é que você é o grão de areia,
o átomo, a molécula primeira
o início de tudo
que vale, sim, paca!

Ah, Pequeno Maurício,
o meu grande babaca!

 



 


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